Últimas matérias
Tags relacionadas
Saúde direto no seu e-mail.

Receba resumos com as novas matérias e dicas de saúde.

[contact-form-7 id="403" title="Geral Newsletters"]

Página Inicial

Maternidade

Gestação

Compartilhe

Baixe agora

Pré-eclâmpsia: tratamento evita que a condição evolua para eclâmpsia

Saiba o que é pré-eclâmpsia, quais são os sintomas, riscos para o bebê, como identificar e cuidados necessários antes e após o parto.

Por Dra. Adriana Bittencourt Campaner

Publicado em 11/02/2026, às 11:20 - Atualizado em 22/07/2026, às 10:14

Compartilhe

pré-eclampsia

Pré-Eclâmpsia diz respeito à hipertensão arterial identificada pela primeira vez após a 20ª semana de gestação.  Sua incidência é de 2-3% das gestações em todo o mundo. Já no Brasil, estima-se que ocorra em 1,5% das gestações.  É uma condição que necessita de extrema atenção, pois é uma das principais causas de morte da mãe e do bebê no Brasil.

O que é pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia, também chamada de Síndrome Hipertensiva da Gravidez ou Doença hipertensiva específica da gravidez – DHEG, é uma condição frequente e perigosa e se caracteriza pelo aumento da pressão arterial durante uma gestação.

É muito importante que a pré-eclâmpsia seja reconhecida durante as consultas e os exames de pré-natal e que o tratamento seja iniciado o quanto antes a fim de não desenvolver complicações graves para a mãe e para o bebê.

Quais os riscos da pré-eclâmpsia para o bebê?

A pressão alta na gravidez diminui o fluxo de sangue para o bebê. Habitualmente, ele pode apresentar retardo no crescimento, displasia bronco pulmonar e morte.

Dependendo do grau de pressão alta, o parto pode ser antecipado e o bebê nascer prematuro.

O que pode causar eclâmpsia na gravidez?

Quando a gestante é diagnosticada com pressão alta antes da gravidez, ou nas primeiras semanas de gestação, classificamos com doença hipertensiva crônica, que deve ser acompanhada e tratada durante o pré-natal pois aumenta o risco de pré-eclâmpsia.

A hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia, se caracteriza pela elevação dos níveis tensóricos a partir da vigésima semana de gravidez em uma gestante sem diagnostico prévio de hipertensão.

A grávida com eclampsia quase sempre apresenta perda de proteína na urina, chamada proteinúria.  Caso a paciente apresente pressão alta associada a múltiplos sintomas como dor de cabeça, visão embaçada e alterações no exame de sangue a proteinúria pode não ser dispensada para o diagnostico.

As causas da pré-eclâmpsia ainda não estão completamente esclarecidas mas os estudos explicam essa condição é de fundo inflamatório e vascular. No sangue existem proteínas pró-angiogênicas e antiangiogênicas, que interferem diretamente nos vasos sanguíneos.

As alterações dessas proteínas durante a gravidez podem levar a contração dos vasos da placenta e do útero, diminuindo a circulação do sangue para a placenta, que ficará mal nutrida e sofrerá um estresse oxidativo, um processo inflamatório, produzindo substâncias que interferem na pressão da gestante, na função renal e em todo o processo de coagulação e circulação.

Os principais fatores de risco são:

  1. Primeira gravidez
  1. Hipertensão previa
  1. Idade acima de 40 anos
  1. índice de massa corpórea elevado (sobrepeso e obesidade)
  1. Histórico familiar
  1. Gestações múltiplas (gemelares)

Sintomas de pré-eclâmpsia

Os sintomas da pré-eclâmpsia leve e grave são muito parecidos e dependem de cada paciente.

Algumas vezes a paciente é assintomática, ou seja, não apresenta quaisquer sintomas. Nesses casos, a condição é descoberta durante a consulta pré-natal.

Pré-eclâmpsia leve

Quando há presença de sintomas, a condição leve pode apresentar sinais, como:

  • Perna inchada;
  • Aumento de peso por conta da retenção de líquido;
  • Dor de cabeça associada;
  • Enxergar “estrelinhas brilhantes” (escotomas).

Pré-eclâmpsia grave

Além dos sintomas nos casos leves, caso a condição seja grave, os sinais que aparecem, são:

  • Desenvolvimento de convulsões;
  • Alterações da Síndrome HELLP, que ocorre modificações no fígado;
  • Enjoo;
  • Dor na boca do estômago;
  • Dor na região do fígado;
  • Hemorragia;
  • Sangramento intra-abdominal;
  • Edema;
  • Infarto e ruptura hepática, porém é raro.

Como identificar pré-eclâmpsia na gravidez?

Caso a mulher já tenha a pressão alta, ela terá um risco maior de desenvolver a pré-eclâmpsia, portanto o caso deve ser devidamente monitorado desde o início e com maior frequência.

Já em outras pacientes, o médico deverá estar atento durante todas as consultas pré-natais para a aferição da pressão arterial e sinais clínicos que possam sugerir o desenvolvimento da doença.

Recentemente surgiram alguns exames que podem indicar o risco de desenvolvimento da pré-eclâmpsia, como o PLGF, que deve ser coletado entre a 11 e 13 semanas de gravidez através de uma coleta de sangue. Junto com ele, realiza-se o ultrassom morfológico de primeiro trimestre entre 11 e 14 semanas. Este ultrassom é focado em fornecer informações sobre o fluxo de sangue e averiguar se há contração dos vasos placentários e uterinos.

Se essa triagem identificar um risco aumentado para pré-eclâmpsia, o tratamento profilático deve ser iniciado antes da 16ª semana.

Agendar exames

Diferença entre pré-eclâmpsia e eclâmpsia

Em resumo, a pré-eclâmpsia é dividida em leve e grave, a depender dos níveis de pressão alta que a gestante apresenta, e da presença de sintomas maiores ou menores, e que necessitam de acompanhamento constante. Geralmente, na pré-eclâmpsia, a paciente apresenta sintomas, como dor de cabeça forte, dor na boca do estômago ou outros.

A eclâmpsia é a modalidade gravíssima da doença, sendo representada por convulsões causadas pela pressão alta.  A eclâmpsia necessita de atendimento hospitalar imediato, pois apresenta risco de morte para a gestante e o bebe.

Outras possíveis complicações da pré-eclâmpsia

Existe o risco do desenvolvendo de hipertensão arterial crônica após a gravidez e de disfunções cardiovasculares.

Tratamento

Pré-eclâmpsia leve:

  • A paciente pode se tratar em casa
  • Maior frequência de consultas de pré-natal
  • Remédios anti-hipertensivos específicos para gravidez.
  • Ultrassonografia e exames de sangue mais frequentes para avaliar a saúde do bebe e as funções do rim, fígado e demais órgãos da gestante.

Pré-eclâmpsia grave

  • Tratamento é hospitalar
  • Medicamentos na veia a fim de diminuir a pressão arterial e reduzir risco de convulsões.
  • Exames frequentes capazes de avaliar a saúde do bebê e da mãe.

Nos casos em que a pressão permanecer elevada apesar do tratamento ou naqueles em que há risco de morte ou sequela para a mãe (por alterações renais, hepáticas ou neurológicas), a gravidez pode ser interrompida com a antecipação do parto.

Cuidados pós-parto

Os cuidados incluem que a gestante fique em observação, pois as convulsões podem acontecer por até um mês após o parto. Estima-se que de 11 a 44% das mulheres com a condição apresentem convulsão no pós-parto.

Após a alta, as consultas médicas são frequentes. Se a pressão for melhorando, os remédios podem ser retirados de uso sob recomendação médica.

Nos laboratórios Dasa dispomos da triagem de risco para pré-eclampsia e diversos exames essenciais para cuidar da saúde da mulher, como o ultrassom transvaginal, ultrassom morfológico e muito mais! Para realizar seus exames com confiança, segurança e facilidade, acesse o Nav Dasa.

Agendar exames

 

Veja também