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Pericardite: conheça os sintomas e exames indicados para o diagnóstico

Pericardite é a inflamação do periocárdio, membrana que recobre o coração, podendo causar sintomas como tosse seca e dor no peito.

Por Dr. Otávio Gebara

Publicado em 17/03/2026, às 15:28 - Atualizado em 22/07/2026, às 09:55

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pericardite

pericardite é uma inflamação do pericárdio, como é chamada a membrana que envolve o coração. Por isso mesmo, é uma condição que provoca dor aguda no peito e falta de ar, com bastante incômodo para o paciente. Continue a leitura para conhecer melhor essa doença e como ela pode ser tratada.

 

Pericardite: o que é?

A pericardite é uma inflamação do pericárdio, uma membrana em forma de saco que envolve e protege o coração e os grandes vasos sanguíneos (que entram e saem do órgão).

Causas da pericardite

As causas da pericardite podem ser variadas, incluindo:

  • Infecções causadas por vírus e bactérias;
  • Doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus;
  • Insuficiência renal;
  • Doenças da tireoide (como hipotireoidismo e hipertireoidismo);
  • Traumatismos na região do tórax ou cirurgia cardíaca;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Uso de quimioterápicos;
  • Neoplasias (câncer).

Em alguns casos, a causa da doença não é identificada. Quando isso ocorre, a pericardite é considerada idiopática ou de causa desconhecida.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns de pericardite são:

  • Dor no peito, que pode piorar quando respira, tosse ou na posição deitado; mas melhora na posição sentado com o corpo inclinado para frente;
  • Febre;
  • Fadiga;
  • Falta de ar;
  • Taquicardia e palpitações;
  • Palpitações;
  • Tosse persistente;
  • Náuseas e vômitos.

Diagnóstico de pericardite

O diagnóstico da pericardite é feito com base na avaliação clínica e do histórico de saúde e familiar do paciente. Além disso, alguns exames complementares podem ser requisitados pois ajudam a confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento. São eles:

  • Raio-X;
  • Eletrocardiograma;
  • Ecocardiograma;
  • Tomografia computadorizada;
  • Ressonância magnética
  • Exames laboratoriais de sangue (como hemograma completo).

Formas de tratamento

O tratamento da pericardite depende da sua causa. Quando ela é provocada por outra doença (como nas infecções virais e bacterianas), por exemplo, o foco é tratar o problema para que a pericardite também melhore.

Em casos mais leves, o tratamento é de suporte, ou seja, apenas visando melhorar os sintomas, com o uso de analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios (os antibióticos são usados apenas em infecções bacterianas).

Caso a resposta não seja satisfatória, é possível utilizar corticosteroides para o controle da inflamação. Se o paciente estiver bem de saúde e não pertencer a nenhum grupo de risco, ele pode ficar em casa, desde que repousando.

Quando a pericardite se torna grave, ela pode ter complicações. A pericardite constritiva ocorre quando a elasticidade do pericárdio diminui, atrapalhando o funcionamento do coração.

Já o tamponamento cardíaco ou derrame pericárdico é quando há acúmulo de líquidos na cavidade pericárdica, impedindo o envio de sangue e oxigênio de forma normal para os órgãos do corpo.

Nos dois casos, o paciente necessitará internação hospitalar e pode haver indicação de cirurgia para corrigir ou amenizar o quadro.

 

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