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Parvovírus B19: gestantes e imunocomprometidos precisam de atenção redobrada

Conheça os riscos graves da infecção e as principais formas de transmissão

Por Dra. Luisa Frota Chebabo

Publicado em 30/12/2025, às 16:24 - Atualizado em 30/12/2025, às 16:24

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Parvovírus B19

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O parvovírus B19 é um vírus que afeta principalmente crianças, mas pode atingir pessoas de qualquer idade. Ele é o agente causador de uma condição conhecida como eritema infeccioso e, na maioria das vezes, a infecção é leve e se resolve sozinha. 

Entretanto, no caso de gestantes e pessoas com doenças crônicas ou que levem à alteração da imunidade, o quadro pode se agravar.

Parvovírus B19: o que é? 

O parvovírus B19 é um vírus que, quando infecta humanos, pode causar o que chamamos de eritema infeccioso. O quadro também é conhecido como a “quinta doença”. Isso porque na ordem cronológica em que foram reconhecidos e catalogados os quadros virais clássicos da infância, ele ocupa a quinta colocação. Veja abaixo. 

  • Sarampo 
  • Escarlatina 
  • Rubéola 
  • Doença de Dukes (Esta classificação é antiga e a doença de Dukes não é mais considerada uma doença separada).
  • Eritema Infeccioso (causado pelo parvovírus B19) 
  • Roséola (causada pelo herpes-vírus humano tipo 6 e 7) 

A infecção viral causada pelo parvovírus B 19 é geralmente benigna. O quadro é mais comum em crianças e os sintomas variam bastante, mas costumam ser leves e limitados. A exceção são os grupos de risco, como gestantes e imunossuprimidos. H2> Como ocorre a transmissão do parvovírus em humanos? 

O parvovírus se espalha principalmente de pessoa para pessoa. A transmissão acontece por meio de gotículas respiratórias disseminadas ao tossir ou espirrar. 

O contato próximo e o contato mão a mão também são vias de contágio. Além disso, ele pode ser transmitido através do sangue ou produtos sanguíneos. E ainda de forma vertical, da mãe para o feto durante a gravidez. 

Riscos 

A infecção pelo parvovírus B19 é potencialmente grave, principalmente quando acomete indivíduos de grupos de risco, que incluem principalmente aqueles com doenças crônicas ou que levam à imunossupressão. E a principal complicação está na capacidade do vírus de prejudicar a produção de células vermelhas no sangue. 

Os riscos são particularmente altos para grupos específicos: 

  • Mulheres grávidas: a infecção durante a gestação pode levar a complicações sérias para o feto. O acompanhamento rigoroso é imprescindível. 
  • Pessoas imunocomprometidas: pacientes com o sistema imunológico enfraquecido correm o risco de ter desfechos mais graves. 
  • Indivíduos com doenças sanguíneas crônicas: pessoas que já têm problemas no sangue, como a anemia falciforme, apresentam maior suscetibilidade a quadros graves, incluindo uma anemia súbita. 

Sintomas 

Na maioria dos casos, o parvovírus provoca sintomas leves, semelhantes aos de um resfriado comum. Muitos pacientes sequer manifestam sinais da doença. Em outros casos, a marca registrada da doença é a erupção cutânea. 

Ainda nesta fase inicial, podem surgir: 

  • Febre 
  • Dor de cabeça 
  • Tosse 
  • Dor de garganta 

Na fase inicial, a erupção cutânea é chamada de “rosto esbofeteado”, por causa do eritema facial intenso e circunscrito. Nas fases seguintes viriam as lesões no tronco, nos braços e nas pernas. Nos adultos, a infecção também pode causar dores nas articulações. 

Em casos raros, a infecção pode levar a quadros de anemia súbita e crise aplástica, uma condição séria em que a medula óssea interrompe temporariamente a produção de glóbulos vermelhos (hemácias). A crise causa uma anemia grave, podendo ser fatal se não tratada imediatamente. 

Qual médico procurar? 

A primeira atitude ao suspeitar da infecção é buscar orientação médica e não se automedicar. O especialista a ser procurado depende do quadro, mas o clínico geral ou pediatra é um bom ponto de partida. 

Em casos de gravidez, a infecção exige acompanhamento rigoroso. A paciente deve procurar imediatamente o obstetra de confiança. 

Para pessoas com doenças crônicas ou sistema imune enfraquecido, o médico pode encaminhar o paciente para um infectologista ou hematologista. 

Como é feito o diagnóstico? 

O diagnóstico do parvovírus B19 é feito principalmente através exames de sangue. Eles ajudam a identificar se a pessoa está infectada, e ainda mostram se o paciente já teve a doença no passado. 

Os mais solicitados para confirmar a infecção são: 

  • Sorologia IgG para parvovírus B19:  detecta anticorpos que indicam uma infecção prévia, já que os anticorpos IgG ficam no sangue depois da recuperação. Sua presença significa que o paciente está imune à reinfecção. 
  • Sorologia IgM para parvovírus B19: confirma uma infecção recente ou ativa. Estes anticorpos são produzidos na fase aguda da doença. 
  •  PCR para Parvovírus B19: identifica o material genético do vírus. Este é um exame muito sensível e particularmente útil para diagnosticar infecções em fetos ou em pacientes imunocomprometidos. O PCR detecta o vírus mesmo em pequenas quantidades no sangue. 

Exame parvovírus B19: preço e onde agendar 

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