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Desvio de septo: quando pode ser um problema?

Pacientes com desvio de septo são avaliados por médicos otorrinolaringologistas

Por Tiemi Osato

Publicado em 06/05/2025, às 10:56 - Atualizado em 24/06/2025, às 18:10

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desvio de septo

O desvio de septo é uma alteração estrutural capaz de prejudicar a respiração pelo nariz e gerar uma série de desconfortos nos pacientes. Embora muitos casos não estejam associados a sintomas graves, é importante estar atento às manifestações do corpo e saber quando buscar orientação médica.

O que é e qual a função do septo nasal? 

O septo nasal é uma estrutura cartilaginosa e óssea que divide o nariz em duas câmaras, funcionando como uma espécie de parede. Idealmente, o septo nasal é reto e fica localizado no centro do nariz, fazendo com que as fossas nasais tenham tamanho bastante similar – o que contribui para um processo de respiração adequado.  

Desvio de septo: o que é? 

O desvio de septo ocorre quando o septo nasal não está reto no centro do nariz, mas sim torto. Essa é uma condição que pode ter graus variados: várias pessoas têm o septo nasal levemente desviado, o que não causa problemas ou incômodos; no entanto, alguns indivíduos apresentam deslocamento significativo do septo nasal e, por este motivo, desenvolvem dificuldades respiratórias. 

Em muitos casos, o desvio é congênito, ou seja, o paciente nasce com ele. Mas também é possível que essa condição se desenvolva durante o período de crescimento ou, ainda, surja como resultado de lesões ou traumas físicos na região nasal.

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Sintomas do desvio de septo 

Em casos brandos, o desvio de septo não costuma gerar sintomas. Já em quadros nos quais essa alteração é mais acentuada, pode haver: 

  • Dificuldade para respirar pelo nariz; 
  • Congestão nasal; 
  • Nariz entupido; 
  • Sangramento nasal; 
  • Dor de cabeça ou dor na face; 
  • Roncos ou respiração ruidosa durante o sono. 

Vale dizer que algumas dessas manifestações – como dificuldade para respirar, congestão e entupimento – podem atingir apenas uma ou, então, as duas narinas. 

O que o desvio de septo pode causar? 

Quando o desvio de septo é significativo, ele torna as narinas desiguais, fazendo com que uma seja maior e outra seja mais estreita. Essa diferença prejudica o fluxo de ar, podendo levar à obstrução de uma ou das narinas e ao ressecamento do septo. 

Tais problemas podem dificultar a respiração pelo nariz e favorecer episódios recorrentes de sinusite (inflamação das cavidades paranasais). Em situações mais graves, a dificuldade para respirar pelo nariz pode contribuir para o desenvolvimento de apneia do sono (episódios de interrupção da respiração durante o sono). 

Qual médico procurar? 

O médico mais adequado para avaliar casos de desvio de septo é o otorrinolaringologista, profissional especializado em distúrbios que envolvem o nariz.  

Exames que auxiliam no diagnóstico do desvio de septo 

O diagnóstico do desvio de septo é, essencialmente, clínico. Para isso, o médico reúne informações sobre o histórico e os sintomas do paciente, além de realizar um exame físico. É comum que seja feita uma nasofibrolaringoscopia, ou seja, um exame em que se insere um nasofibroscópio (instrumento fino e flexível com uma câmera na ponta) no nariz do indivíduo para se obter imagens em tempo real dessa estrutura. 

Se o profissional julgar pertinente, pode solicitar exames de imagem, como tomografia computadorizada, para obter mais detalhes sobre o caso. 

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Formas de tratamento 

O tratamento do desvio de septo consiste em uma cirurgia denominada septoplastia, cujo objetivo é alinhar o septo nasal. O procedimento é considerado simples e capaz de proporcionar uma melhora expressiva na respiração. 

É fundamental que cada paciente seja avaliado individualmente por um médico para que se entenda se há necessidade de realizar essa intervenção. Em geral, ela é destinada a casos de sintomas intensos e/ou muito frequentes que prejudicam a qualidade de vida do indivíduo. 

Também é importante destacar que a septoplastia é feita em pessoas que já passaram pelo processo de crescimento do septo – ou seja, crianças e adolescentes precisam esperar alguns anos para aderir a esse tratamento. 

 

Fonte: Dr. Marcio Garcia – Radiologista

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