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Corrimento esverdeado: quando pode surgir?

Dependendo da causa, outros sintomas podem aparecer juntamente do corrimento esverdeado, como odor forte e desconforto na região íntima.

Por Dr. Jaime Kulak Junior

Publicado em 19/06/2026, às 14:28 - Atualizado em 19/06/2026, às 14:28

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corrimento esverdeado

Apresentar corrimento vaginal costuma ser normal, desde que ele seja transparente ou esbranquiçado e sem odor forte. Se essa secreção tiver alguma mudança na cor, no odor ou na textura, é possível que esteja associada a uma doença – como é o caso do corrimento esverdeado, que tende a estar relacionado a processos infecciosos.

Corrimento esverdeado: o que pode ser? 

Entre as principais causas do corrimento esverdeado, estão: 

  • Tricomoníase (infecção sexualmente transmissível causada por protozoário); 
  • Vulvovaginite (inflamação da vulva e da vagina); 
  • Gonorreia (infecção sexualmente transmissível causada por bactéria); 
  • Clamídia (infecção sexualmente transmissível causada por bactéria); 
  • Presença de objetos estranhos na vagina (como absorventes internos utilizados por um período maior do que o recomendado). 

Corrimento esverdeado na gravidez 

Durante a gravidez, o corrimento vaginal pode apresentar mudanças devido às alterações hormonais. Na fase inicial, ainda durante a fecundação, pode surgir uma secreção amarronzada e levemente espessa. Já no segundo ou no terceiro trimestre, em função principalmente do aumento de estrogênio, o corrimento pode se tornar claro ou esbranquiçado. 

Contudo, o corrimento esverdeado não é considerado normal na gravidez. Portanto, se esse sintoma aparecer, é importante consultar um médico para que seja instituído o tratamento necessário. 

Vale dizer que algumas infecções vaginais na gestação, se não tratadas adequadamente, podem aumentar o risco de complicações como parto prematuro e infecções neonatais. 

Sintomas associados 

Dependendo da causa, outros sintomas podem aparecer juntamente do corrimento esverdeado, incluindo: 

  • Odor forte ou desagradável; 
  • Coceira e/ou vermelhidão na região íntima; 
  • Dor durante a relação sexual; 
  • Desconforto ao urinar. 

Quando procurar por um médico? 

É recomendável buscar atendimento médico sempre que se perceber uma mudança frequente ou persistente no corrimento vaginal (seja quanto à cor, ao cheiro ou à textura).  

Também é importante consultar um profissional se a alteração no corrimento estiver acompanhada de outros sintomas – tais como coceira, dor, ardência ao urinar ou desconforto durante a relação sexual. 

Exames indicados para o diagnóstico das causas 

A investigação geralmente começa pela consulta ginecológica, na qual o profissional faz algumas perguntas e conduz um exame físico da região íntima para avaliar as características do corrimento. 

Também pode ser coletada uma amostra da secreção para que ela seja analisada em laboratório, o que ajuda a identificar, por exemplo, bactérias, protozoários, fungos e sinais de inflamação. 

Check-up IST 

Muitas vezes, o corrimento esverdeado está associado a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, é possível que se solicite, além de testes específicos para algumas doenças (como tricomoníase, gonorreia e clamídia), um check-up IST. 

O check-up voltado para ISTs consiste em um conjunto de exames de sangue que é mais abrangente e, assim, ajuda a identificar outras condições, a exemplo de HIV, sífilis e hepatites virais. 

Tratamentos para o corrimento esverdeado e causas 

O tratamento varia conforme a causa. As infecções geralmente são combatidas com antibióticos orais ou vaginais, que devem ser administrados durante todo o período prescrito pelo médico (mesmo que os sintomas desapareçam antes). 

Ao longo do tratamento, o médico pode orientar evitar relações sexuais temporariamente até a resolução do quadro. E, além dos medicamentos, há medidas de cuidado íntimo que costumam ajudar na recuperação, como evitar produtos irritantes e manter a região seca e ventilada. 

Formas de prevenção 

A principal maneira de evitar anormalidades no corrimento vaginal é adotar medidas que preservem a microbiota da área e reduzam o risco de infecções vaginais, como: 

  • Usar preservativo em todas as relações sexuais; 
  • Não utilizar ducha vaginal; 
  • Evitar o uso de produtos perfumados na região genital; 
  • Dar preferência a roupas íntimas de algodão; 
  • Não permanecer com roupas íntimas úmidas por muito tempo.

 

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