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Exame anti-mülleriano: o que é e como funciona

Exame mede o nível do hormônio anti-mülleriano, que tem relação com a vida fértil feminina

Por Dr. Heron Werner Jr.

Publicado em 25/09/2025, às 09:58 - Atualizado em 04/02/2026, às 18:23

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Engravidar não é simples. Afinal, estamos falando de um processo que tem muitas etapas e depende de vários fatores individuais para se concretizar. 

Por isso, muitas vezes requer planejamento. E uma das estratégias utilizadas nesse momento é a realização do exame anti-mulleriano.

Isso porque a dosagem do hormônio anti-mulleriano fornece uma estimativa da quantidade de óvulos que uma mulher tem. Esse não é o único fator que influencia a fertilidade, mas é relevante. 

É comum que o exame anti-mulleriano seja solicitado por um médico em casos de: 

  • Tratamento de reprodução assistida 
  • Análise da proximidade da menopausa 
  • Pacientes que desejam congelar óvulos 
  • Estudos de infertilidade 
  • Tratamentos que possam levar à infertilidade

O que é o hormônio anti-mulleriano? 

O hormônio anti-mulleriano serve para regular as características dos folículos ovarianos – nome dado às pequenas estruturas do ovário responsáveis por abrigar os óvulos. 

Esse hormônio é, inclusive, produzido por células que envolvem os folículos. Sendo assim, um maior nível de anti-mulleriano indica uma maior quantidade destas células e, portanto, uma maior reserva ovariana (termo que se refere à quantidade de folículos existentes no ovário). 

Vale lembrar que toda mulher nasce com um número finito de óvulos, e eles vão se esgotando a cada mês durante a fase ovulatória do ciclo menstrual. A partir dos 35 anos, a reserva ovariana começa a cair mais rapidamente e a possibilidade de engravidar também. 

Como é feito o exame anti-mulleriano?

A dosagem do hormônio anti-mulleriano é feita a partir de uma coleta de sangue. Esse exame não requer jejum e pode ser feito em qualquer momento do ciclo menstrual – mas é preferível que seja no início, ou seja, nos primeiros dias de menstruação.

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Qual é o melhor período para fazer o exame anti-mulleriano? 

O exame do hormônio anti-mulleriano (AMH) pode ser realizado em qualquer dia do ciclo menstrual da mulher. Diferente de outros hormônios que avaliam a reserva ovariana, como o FSH e o estradiol, os níveis do AMH não sofrem flutuações significativas ao longo do ciclo. 

Exame anti-mulleriano precisa de jejum? 

Não, para a realização do exame anti-mulleriano não é necessário estar em jejum. 

Existe resultado ideal do exame anti-mulleriano para engravidar?

Não. No geral, se o valor estiver acima de 3,1 ng/mL, a reserva ovariana está alta. Se o resultado estiver abaixo de 1 ng/mL, a reserva ovariana está menor. 

Isso não quer dizer que não é possível engravidar ou que a fertilidade é baixa – até porque o exame não mede, por exemplo, a qualidade dos óvulos. Um resultado diminuído do anti-mulleriano sugere, na verdade, que a vida fértil poderá terminar mais cedo. 

Importante dizer também que o exame anti-mulleriano deve ser sempre interpretado pelo médico tendo em vista outras variáveis, como a história da paciente, a idade e o uso de medicamentos. 

Com base nessas considerações, é possível orientar condutas como a aceleração do planejamento familiar e o congelamento de óvulos, além de avaliar a resposta a um tratamento de estimulação ovariana. 

Anti-mulleriano: preço e onde agendar

Para consultar valores, localizar o laboratório mais próximo de você e agendar seu exame, basta acessar nossa plataforma digital.

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Painel Genético para infertilidade feminina 

O Painel Genético para Infertilidade Feminina é um exame avançado que utiliza a tecnologia de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) para realizar uma análise completa de 62 genes associados a causas genéticas de infertilidade na mulher. E só é necessária uma amostra de saliva ou sangue.

O principal objetivo do teste é investigar condições médicas específicas que afetam a fertilidade, como a Falência Ovariana Prematura (FOP) — também chamada de Insuficiência Ovariana Primária (IOP) —, anormalidades no desenvolvimento dos ovários, defeitos na produção de hormônios (esteroidogênese) e resistência aos hormônios gonadotróficos. 

Este painel é especialmente indicado para: 

  • Mulheres com menos de 40 anos que tenham suspeita de Falência Ovariana Prematura. 
  • Mulheres que possuem histórico familiar de FOP. 
  • Pacientes com amenorreia primária (ausência da primeira menstruação até os 15 anos) ou secundária (interrupção da menstruação por mais de 3 meses, sem relação com gravidez).

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