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VSR: infecção pode ser mais grave em crianças menores de 2 anos
O vírus sincicial respiratório (VSR) gera sintomas semelhantes aos do resfriado, mas pode apresentar riscos maiores para determinados grupos
Por Tiemi Osato
Publicado em 09/10/2023, às 12:46 - Atualizado em 11/04/2024, às 18:38

Infecções por VSR podem acontecer em qualquer época do ano, mas, em geral, são mais comuns durante o inverno e no começo da primavera. Esses quadros requerem uma atenção especial principalmente quando acometem crianças pequenas e idosos.
Neste artigo, você vai ler:
O que é VSR – Vírus Sincicial Respiratório?
VSR significa vírus sincicial respiratório. Esse patógeno é responsável por infecções respiratórias, sendo transmitido de pessoa para pessoa pelo contato direto com gotículas eliminadas pelo indivíduo infectado ao tossir, espirrar ou falar.
Também é possível contrair a infecção por meio do contato com superfícies e objetos contaminados pelo vírus sincicial respiratório.
Na maioria das vezes, o VSR gera sintomas leves e semelhantes aos do resfriado comum. Inclusive, grande parte da população se recupera totalmente em 1 ou 2 semanas.
Existem casos, porém, nos quais esse vírus está associado a quadros mais graves. Isso acontece principalmente em crianças menores de 2 anos, que podem desenvolver bronquiolites ou pneumonias, e idosos, que estão mais suscetíveis a pneumonias.
Crianças menores de 2 anos têm um risco maior para quadros graves de insuficiência respiratória, podendo necessitar de internação em unidade de terapia intensiva.
As complicações da infecção pelo VSR podem atingir sobretudo recém-nascidos prematuros ou menores de 6 meses portadores de doenças pulmonares crônicas, cardiopatia congênita ou neuropatia.
Quais são os sintomas de infecção por VSR?
Os sintomas de infecção por VSR costumam surgir de 4 a 6 dias após o contato com o vírus. As manifestações características desse quadro incluem:
- Coriza;
- Espirros;
- Tosse;
- Febre;
- Mal-estar;
- Perda de apetite.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado a partir da avaliação clínica e de exames laboratoriais.
Exame VSR
A detecção do vírus é feita pela pesquisa do VSR por imunofluorescência, imunocromatografia ou PCR.
O material para análise é a secreção respiratória do paciente coletada da nasofaringe — da mesma maneira como se faz para identificar outros vírus, como o da gripe e o da Covid-19.
Qual é o tratamento para VSR?
Não existe um tratamento específico para casos de infecção por VSR.
A abordagem terapêutica pode envolver analgésicos e antitérmicos para amenizar os sintomas, além de hidratação e repouso.
Se o paciente apresentar falta de ar, o médico avalia a necessidade de internação com medidas de suporte com oxigenoterapia e outros recursos que variam de acordo com a evolução da doença.
Como prevenir o vírus sincicial respiratório?
A prevenção do VSR envolve:
- Manter as mãos higienizadas;
- Garantir a limpeza de superfícies e objetos;
- Evitar aglomerações (medida recomendada principalmente para populações de risco);
- Usar máscara em ambientes fechados (medida recomendada principalmente para populações de risco).
Também é importante que indivíduos com sintomas respiratórios não saiam de casa, assim auxiliando a reduzir a transmissão do vírus.
Além disso, para alguns grupos específicos que têm risco elevado de desenvolver quadros graves, é possível administrar, por via intramuscular, o Palivizumabe, um anticorpo desenhado por engenharia genética.
Embora não seja uma vacina, o Palivizumabe fornece imunidade contra o VSR e pode prevenir as formas graves da infecção em determinadas populações:
- Crianças prematuras nascidas com idade gestacional inferior a 29 semanas (até 1 ano de idade);
- Crianças menores de 2 anos portadoras de doença pulmonar crônica da prematuridade ou doença cardíaca congênita com repercussão clínica confirmada.
Vacina VSR para idosos
Pessoas com mais de 60 anos podem reduzir significativamente o risco de desenvolverem doenças respiratórias graves associadas ao vírus sincicial respiratório utilizando a vacina VSR.
O imunizante é indicado principalmente para aqueles que apresentam condições como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes e insuficiência cardíaca. A vacina VSR não exige prescrição médica, mas é recomendado conversar com o seu médico de confiança antes de tomar qualquer vacina.
Fonte: Dra. Cristhieni Rodrigues, médica infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Santa Paula
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